“Antes o cinema, no Brasil, era visto como pitoresco. Agora, com os recentes trabalhos apresentados nos festivais internacionais, conseguimos provar que somos capazes e temos muito a mostrar e colaborar com o setor”, aponta a coordenadora do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicação e Arte da USP (Universidade de São Paulo), Esther Hamburguer.
Seguinte, eu gosto, de verdade, do cinema brasileiro e é inegável que nos últimos anos ele vem evoluindo de certa forma. Tudo bem, tudo bem, você pode não gostar do gênero do filme porque assim: que caraleos eu tenho a ver com os putos que estavam presos no Carandiru? qual é a porra da graça na hitória de uma americana que se apaixona por um brasileiro? eu quero lá saber da estória bairrista de Copacabana? ou ainda podemos admitir que Tropa de Elite seja desmensuradamente violento e que a grande maioria do país desconhece que subir morro é coisa de gente doida. Enfim, foda-se se você não se amarrou na estória em si, mas o que me encanta e muito no cinema brasileiro é que todos os filmes tem lá a sua realidade, faça ou não parte da sua vida.
O fato é que, como na literatura, vão sempre existir alguns nomes e alguns títulos e alguns assuntos e tal, mas é inegável que produções holywoodianas tem lá o seu lixo made-to-sell e, HELLOOOOO!!!, ninguém faz filme só porque é bacaninha, mas feliz aquele que consegue fazer ficção de estória real e não cair no senso piegas da coisa.
Hmm. Vida longa para Hugo Carvana, que há de nos surpreender ainda mais, em breve. :D

